Hemeroteca do Instituto de Eletrotécnica e Energia
Nº: 60596
Gazeta Mercantil
Data: 15/04/2002
Ipiranga expande rede de postos de gás no estado
São Paulo, 15 de Abril de 2002 - Empresa investe R$ 60 milhões para abrir 61 postos este ano.
Com investimentos da ordem de R$ 60 milhões, a Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga (CBPI) pretende inaugurar este ano 61 postos de Gás Natural Veicular (GNV) em todo o País. O Estado de São Paulo é uma das prioridades da empresa, que aposta na expansão deste mercado.
A companhia inaugurou neste mês em Piracicaba seu 13º posto de GNV em São Paulo - o 42º no Brasil. As cidades de Limeira, Itu, Sorocaba, Campinas, Jundiaí, Americana, Rio Claro, São José dos Campos, Taubaté, Santo André, São Bernardo do Campo, Guarulhos e Araçatuba ganharão unidades até o fim do ano. "O mercado é de constante crescimento", avalia Francisco de Oliveira Barros Jr., gerente do Departamento Automotivo da Ipiranga. "Em médio prazo, pretendemos chegar a 300 postos em todo o território nacional."
No ano passado, a companhia completou dez anos no mercado de gás natural para automóveis. Pioneira no lançamento dessa nova fonte de energia, apostou no segmento e colhe agora os frutos. No final de 2001, 39 postos da bandeira comercializavam gás natural, número que representa o dobro do ano de 2000.
De acordo com Barros Jr., desde o primeiro posto, inaugurado no Rio em 1991, o mercado não parou de crescer. O grande impulso veio em 1999, com o aumento excessivo no preço da gasolina. A chegada do GNV a vários estados também permitiu que o número de postos aumentasse a cada ano.
Economia
Lançado como uma opção de combustível menos poluente, o gás natural conquistou o consumidor também por ser econômico. Além de mais barato, o GNV aumenta o rendimento do carro. Enquanto um veículo movido a gasolina, por exemplo, tem rendimento médio de 10 km/l, os convertidos para o gás natural rendem 13km/l, o que produz uma economia de até 65%.
"A vantagem é que qualquer carro, movido a gasolina ou a álcool, pode ser convertido", diz o executivo da Ipiranga. "O resultado é que o GNV deixou de ser exclusivo para taxistas e está cada vez mais presente em veículos de passeio" Segundo Barros Jr., o gasto de R$ 2,5 mil em média para a conversão para o gás compensa o investimento. "Agora, com o novo reajuste da gasolina, o ganho pode ser 70%", diz.
De acordo com ele, o GNV não corre o risco de se transformar em um Proálcool - projeto que incentivou o consumidor a optar por um combustível cuja produção e preços oscilam, deixando o consumidor desprotegido. "O governo fez estudos bastante detalhados antes de liberar o GNV para o consumidor comum; por isso, não existe este risco", acredita.
Estudos de mercado apontam que o Brasil tem potencial de um milhão de veículos a gás nos próximos cinco anos. O número representa um potencial de mil postos de gás para atender à demanda, ao longo desse período. A meta da Ipiranga é responder por 30% desse mercado neste período.
(Gazeta Grande São Paulo/Página4)(Wagner Oliveira)